Um exemplo da edição de hoje da Folha de São Paulo. Vejam como está o gráfico da avaliação do Kassab:
Notem que há 7 meses entre Outubro/2008 e Maio/2009, assim como entre Maio/2009 e Dezembro/2009. Contudo, o espaço entre esse dois períodos no gráfico é completamente diferente. Quem está olhando o gráfico rapidamente tem a impressão que de repente a gestão do Kassab começou a ser mal vista.
O mesmo gráfico, sem esse problema: (e bem mal feito =p)
Agora parece que a mudança de opinião das pessoas foi gradual.
Faz tempo que queria colocar isso aqui, mas não tinha quem desenhasse pra mim. [Se eu tivesse desenhado, dos poucos sobreviventes (que merecem um prêmio por seguir esse blog) nenhum mais continuaria por aqui, na certa]. E então ontem, quando abro a caixa de entrada do meu email, o que vejo?? A Autora Escondida gentilmente desenhou pra mim! Aí vai:
1) Este é um post de divulgação. 2) Talvez esse não seja apenas um post de divulgação. Talvez seja também um bom pretexto para não dizer que o blog está abandonado. 3) Divulgação?? Neste blog?? Hahahah...Tem o que, um visitante por dia?! Eu mesmo?! 4) É. É só pra dizer que o blog ainda é atualizado.
Na última semana duas pessoas comentaram comigo sobre esse blog. Senti-me tão honrado que resolvi escrever alguma coisa aqui...
Caminhando pela rua, ele pensa. A chuva o molha, ele não percebe. O motorista buzina, ele não repara. O farol fecha, não lhe interessa. A moça grita, ele não olha. O mendigo pede, ele ignora. Mas que tanto lhe intriga? Ninguém sabe.
[Final alternativo-depressivo: Mas que tanto lhe intriga? Ninguém se importa.]
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Na frente do computador, junto ao meu violão, toco, sem emoção, mais uma velha canção. Só então, vejo que outro dia foi-se em vão. Deito-me na cama, fecho os olhos. "Amanhã será diferente". Pura ilusão.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
O menino toca o violão Entretido, todo resto lhe parece em vão
O menino toca o violão Nada o atrapalha, ainda que o barulho de um avião
O menino toca o violão Uma corda arrebenta, mas ele não faz questão Toca chorinho, toca chorão
O menino toca violão Ela chega E, só então, Ele o joga ao chão
Trate-se de um grande gaitista espanhol. Infelizmente, não há muita informação disponível sobre ele na internet (ou, pelo menos, eu não encontrei). Esse site conta um pouco de sua história.
Além de tocar com grandes jazzistas, ele também toca com músicos flamencos, como Vicente Amigo (em Ciudad de las Ideas), Paco de Lucía e Carlos Benavent. Aqui há um excelente vídeo com Paco de Lucía:
Antonio Serrano tem também um disco com músicas de Piazolla, chamado Armonitango. Aqui está a Libertango:
Já falei varias vezes de Gerardo Núñez aqui, mas nunca coloquei um post dedicado exclusivamente a ele. Bom, trata-se, do meu ponto de vista, de um dos maiores guitarristas flamencos de hoje. Além de uma técnica impecável, Gerardo faz música de verdade, não quer apenas mostrar seu virtuosismo. Outro aspecto que chama atenção nele é seu estilo completamente diferente de Paco de Lucía, o que é raro no flamenco.
Tive a oportunidade de vê-lo ao vivo em 2005 no SESC, como parte do projeto "Mostra Sesc de Artes: Mediterrâneo". A entrada era gratuita. Cheguei 5 horas antes do início da distribuição dos ingressos para o evento, prevendo a quantidade de pessoas que iriam aparecer. De fato, pessoas que não conseguiram o ingresso estavam oferecendo R$100,00 pelo meu. Eu não esperava tanto dele quanto vi no show. Imagino que seus discos não sejam tão bem mixados quanto de outros artistas.
Talvez os leitores desse blog - se é qua ainda resta algum - estejam cansados de tópicos que envolvam música.... e fazer o quê?Esse Post não será diferente.
Falarei brevemente sobre o disco Orillas (Margens/Bordas, em espanhol), de Juan Carmona. Trata-se de um CD que une o flamenco a elementos da música de Marrocos. O que mais chama a atenção nesse disco, para mim, é a grande influência de Vicente Amigo, principalmente de discos como Ciudad de las ideas, que trazem um estilo pop que muitos seguem hoje (inclusive o próprio Paco de Lucia, ao meu ver), com o violão como um instrumento não tão em primeiro plano como de costume e que une as diferentes partes da música, além de picados em quantidade maior que a usual e menos alzapúas e arpejos.
Independente de autenticidade, gostei muito do CD. (Afinal, porque autenticidade é tão necessária? Concordo que é algo interessante, principalmente quando se fala do futuro de um gênero musical, mas não creio que seja necessária para que um disco seja considerado bom. (Não estou falando de plágio, longe disso!)). Voltando ao assunto, Orillas conta com grandes artistas, inclusive com a "ocidentalizada" (no sentido de ser uma cantora flamenca mais "light") Montse Cortes, na qual estou viciado ultimamente - e vale a pena ser escutada - e o alaudista Saïd Chraïbi.
Irei colocar aqui alguns vídeos que encontrei no youtube. Aparentemente eles misturam Orillas com um cd chamado Sinfonía Flamenca (na verdade, esse parece ser o que predomina), ao qual ainda não tenho "acesso' (ainda não encontrei por aí!). Primeiramente, uma trecho de apenas 30 segundos com uma bulería:
Como se não bastasse o gigantesco número de cientistas indianos (inclusive grandes estatísticos), os indianos também são destaque na música.
Achava que o flamenco possuia, ritmicamente, uma grande complexidade. Descobri, contudo, que na verdade ele é apenas uma formiguinha perto da música indiana, que tem uma complexidade monstruosa; eu nem me atrevo a descrevê-la (até porque não conheço!). Aqui só pretendo mostrar alguns vídeos de um instrumento chamado tabla, tão popular na Índia como o pandeiro no Brasil. Zakir Hussain (um grande percussionista, filho de Ustad Alla Rakha, outro grande percussionista), explica um pouco como funciona a tabla e a música clássica indiana a seguir:
Só mais um vídeo, de Zakir Hussain com um percussionista japonês:
(Posteriormente irei colocar mais alguns vídeos.)
Me pergunto agora, o que será causa e o que será consequência: indianos inteligentes, ou música complexa?
Vi esses dias O Sonho de Cassandra, de Woody Allen. Confesso que ele não se compara a alguns outros filmes sérios de Allen, como Match Point ou Hanna e Suas Irmãs. Contudo, trata de forma bem interessante (e muito irônica) temas como falsidade, (in)coerência, relatividade de conceitos, moral, limites (não matemáticos)...
Talvez, o que mais me decepcionou no filme foi o final. Talvez porque eu esperasse algo como em Match Point,sei lá.
Outro ponto positivo é que esse filme tem trilha de Philp Glass (descobri isso na hora do filme mesmo). (Segundo alguns, isso significa que são 5 segundos de música repetidas ao longo do filme. Eu digo que não, que se fosse assim seria chamado de tecno.)
Aí está o trailer, que não acrescenta muita coisa.