terça-feira, 23 de setembro de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Antonio Serrano
Além de tocar com grandes jazzistas, ele também toca com músicos flamencos, como Vicente Amigo (em Ciudad de las Ideas), Paco de Lucía e Carlos Benavent. Aqui há um excelente vídeo com Paco de Lucía:
Antonio Serrano tem também um disco com músicas de Piazolla, chamado Armonitango. Aqui está a Libertango:
Por último, Beboponga, com Federico Lechne:
domingo, 13 de julho de 2008
Tendência de Alta
Gerardo Núñez
Tive a oportunidade de vê-lo ao vivo em 2005 no SESC, como parte do projeto "Mostra Sesc de Artes: Mediterrâneo". A entrada era gratuita. Cheguei 5 horas antes do início da distribuição dos ingressos para o evento, prevendo a quantidade de pessoas que iriam aparecer. De fato, pessoas que não conseguiram o ingresso estavam oferecendo R$100,00 pelo meu. Eu não esperava tanto dele quanto vi no show. Imagino que seus discos não sejam tão bem mixados quanto de outros artistas.
Aproveito para dizer que ele estará no próximo mês aqui no Brasil: http://www.festivalflamenco.com.br/publish/pub/festival.htm
Dois vídeos dele: www.madameglamour.com.br
Mais um vídeo, que faz parte de uma vídeo-aula sua:
Quadrinhos, pra variar
Quem me dera que fosse assim:

Ele pode?

Ele não pode:

(nota-se que o papagaio faz o papel de uma criança)
sábado, 14 de junho de 2008

(1) O autor do Blog questiona a ordem na evolução de algumas dessas espécimes. Estaria ela totalmente correta?
(2) Atenção ao Homo Bayesianis com sua corcunda. O autor do Blog não questiona essa caricaturização e, inclusive, identifica-se com a situação.
Agradeço à Fabi pela recomendação.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Música...
Falarei brevemente sobre o disco Orillas (Margens/Bordas, em espanhol), de Juan Carmona. Trata-se de um CD que une o flamenco a elementos da música de Marrocos. O que mais chama a atenção nesse disco, para mim, é a grande influência de Vicente Amigo, principalmente de discos como Ciudad de las ideas, que trazem um estilo pop que muitos seguem hoje (inclusive o próprio Paco de Lucia, ao meu ver), com o violão como um instrumento não tão em primeiro plano como de costume e que une as diferentes partes da música, além de picados em quantidade maior que a usual e menos alzapúas e arpejos.
Independente de autenticidade, gostei muito do CD. (Afinal, porque autenticidade é tão necessária? Concordo que é algo interessante, principalmente quando se fala do futuro de um gênero musical, mas não creio que seja necessária para que um disco seja considerado bom. (Não estou falando de plágio, longe disso!)). Voltando ao assunto, Orillas conta com grandes artistas, inclusive com a "ocidentalizada" (no sentido de ser uma cantora flamenca mais "light") Montse Cortes, na qual estou viciado ultimamente - e vale a pena ser escutada - e o alaudista Saïd Chraïbi.
Irei colocar aqui alguns vídeos que encontrei no youtube. Aparentemente eles misturam Orillas com um cd chamado Sinfonía Flamenca (na verdade, esse parece ser o que predomina), ao qual ainda não tenho "acesso' (ainda não encontrei por aí!). Primeiramente, uma trecho de apenas 30 segundos com uma bulería:
Aqui há um tango:
Uma alegría:
E algo para terminar:
sábado, 17 de maio de 2008
Percussão Indiana
Achava que o flamenco possuia, ritmicamente, uma grande complexidade. Descobri, contudo, que na verdade ele é apenas uma formiguinha perto da música indiana, que tem uma complexidade monstruosa; eu nem me atrevo a descrevê-la (até porque não conheço!). Aqui só pretendo mostrar alguns vídeos de um instrumento chamado tabla, tão popular na Índia como o pandeiro no Brasil. Zakir Hussain (um grande percussionista, filho de Ustad Alla Rakha, outro grande percussionista), explica um pouco como funciona a tabla e a música clássica indiana a seguir:
Só mais um vídeo, de Zakir Hussain com um percussionista japonês:
(Posteriormente irei colocar mais alguns vídeos.)
Me pergunto agora, o que será causa e o que será consequência: indianos inteligentes, ou música complexa?
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O Sonho de Cassandra
Talvez, o que mais me decepcionou no filme foi o final. Talvez porque eu esperasse algo como em Match Point, sei lá.
Outro ponto positivo é que esse filme tem trilha de Philp Glass (descobri isso na hora do filme mesmo). (Segundo alguns, isso significa que são 5 segundos de música repetidas ao longo do filme. Eu digo que não, que se fosse assim seria chamado de tecno.)
Aí está o trailer, que não acrescenta muita coisa.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Imagens
domingo, 27 de abril de 2008
Controles de videogame
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Piadinhas de Nerd
"It is proven that the celebration of birthdays is healthy. Statistics showthat those people who celebrate the most birthdays become the oldest."-- S. den Hartog, Ph D. Thesis Universtity of Groningen.
"According to a recent poll, 51% of all Americans are in the majority."-k.n.
"Statistics is the art of never having to say you're wrong."
"Statistics are like a bikini - what they reveal is suggestive, butwhat they conceal is vital"- Aaron Levenstein
"Q: What does a mathematicians answer, when you ask him/her if (s)he wants the window open or closed?A: Yes."
"Two things are infinite: the universe and human stupidity; and I'm not sureabout the the universe." -- Albert Einstein
" TOP TEN EXCUSES FOR NOT DOING THE MATH HOMEWORK
1. I accidentally divided by zero and my paper burst into flames.
2. Isaac Newton's birthday.
3. I could only get arbitrarily close to my textbook. I couldn't actually reach it.
4. I have the proof, but there isn't room to write it in this margin.
5. I was watching the World Series and got tied up trying to prove that it converged.
6. I have a solar powered calculator and it was cloudy.
7. I locked the paper in my trunk but a four-dimensional dog got in and ate it.
8. I couldn't figure out whether i am the square of negative one or i is the square root of negative one.
9. I took time out to snack on a doughnut and a cup of coffee. I spent the rest of the night trying to figure which one to dunk.
10. I could have sworn I put the homework inside a Klein bottle, but this morning I couldn't find it."
"Boy's Life, May 1973:
Ralph: Dad, will you do my math for me tonight?
Dad: No, son, it wouldn't be right.
Ralph: Well, you could try."
domingo, 13 de abril de 2008
Site recomendado
http://desinutilidades.blogspot.com/,
assim como tudo o que é recomendado por ele...
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Estatística e Arte
No gráfico abaixo podemos notar um homem sendo enforcado (e talvez algo mais)...
Também tenho outro de raríssima coleção, mas achei melhor não colocar aqui...
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Diálogo Entre Flamenco e Música Indiana
Avaneendra SHEOLIKAR - sitar
Sandesh POPATKAR - tabla
Prasad KHAPARDE - vocal
Pierluca PINEROLI - cajón, tabla, sabar, caxixi, triangle, konnakol, choirs
Domingo PATRICIO - flute
Giridhar UDUPA - ghatam, morsing, konnakol
Maria POMIANOWSKA - sarangi
Carlos TROYA - zapateado, jaleo
Sagar JAREL - dholak
Yrvis MENDEZ - fretless bass
Tomasz PALA - piano
Adam GŁOŚNICKI - bass
Ireneusz WYROBEK - palmas
Barbara CZACHOWSKA - choirs
Trata-se de um CD que junta muito bem flamenco e música indiana, sem pender para nenhum dos lados (tá bom, talvez um pouco para o flamenco...). Mas há tanto bulerías quanto ragas. O primeiro vídeo mostra um playback (pelo menos o som é bom). O segundo tem uma entrevista com Miguel Czachowski e o indiano Giridhar Udupa. Infelizmente parte dela está em polonês.
Curiosamente Miguel Czachowski não é um guitarrista muito conhecido. Tenho a seguinte explicação para isso: No flamenco, não é costume interpretar músicas de outras pessoas. Aliás, não conheço ninguém que o faça e seja considerado um bom guitarrista. Na verdade, mais que interpretar músicas de outros, não se costuma interpretar nem falsetas que não são suas. Falseta é um conceito que existe no flamenco que é difícil de explicar. Segundo a wikipedia, "A Falseta is part of a Flamenco song, much as a sentence is part of a paragraph. The artists improvise their own falsetas which are then put together to form the whole song. Most Flamenco forms have strongly defined rhythmic patterns." Isso não esclarece muita coisa (e não é exatamente isso), mas para entender de verdade, só ouvindo muito flamenco. Mas o fato é que, Miguel Czachowski toca falsetas do Paco de Lucia, Vicente Amigo e outros. E é um bom guitarrista! Deve-se continuar com esse preconceito com quem interpreta? Abaixo há mais um vídeo muito bom dele, mas no qual ocorre o que eu falei:
Unir flamenco com música indiana não é novidade (na verdade, é interessante que os ciganos de Andaluzia vieram da Índia). Há um disco do grande Pepe Habichuela, Yerbagüena, que também faz isso. Abaixo há um playback (bem comercial).
Para quem gostou do Miguel Czachowski, o site http://indialucia.com/ tem detalhes interessantes sobre cada música.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
A pragmática estatística nos dias de hoje
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A pragmática, como forma de conhecimento, sempre me intrigou. Há muito me indago sobre a utilidade prática daquilo que conhecemos hoje por estatística. Busco aqui fazer um relato de meus descobrimentos nos últimos 15 minutos, os quais certamente foram mais produtivos que meus 3 anos de faculdade.
Da wikipedia, temos:
"O termo estatística surge da expressão em Latim statisticum collegium palestra sobre os assuntos do Estado, de onde surgiu a palavra em língua italiana statista, que significa "homem de estado", ou político, e a palavra alemã Statistik, designando a análise de dados sobre o Estado".
Muito bem. Daí já temos algumas idéias. Por exemplo, utilizamos estatística quando estamos interessados em conhecer mais sobre nossos queridos semelhantes. "Quantas TV's meu vizinho tem? Será que eu tenho que comprar mais uma para fazê-lo ficar com inveja?" (TV aqui poderia ser substituída por outros substantivos como, por exemplo, geladeira, fogão, mulher...). É para isso que existem órgãos como o IBGE.
Por incrível que pareça, a estatística também pode ser usada para o bem. Claro, o bem de uma minoria. Podemos, por exemplo, tentar descobrir o preço que uma ação terá no dia seguinte. Evidentemente que fariamos isso apenas por curiosidade, visto que não temos dinheiro para poder investir.
Em um banco, também podemos tentar descobrir que clientes serão bons ou maus pagadores, com a finalidade maquiavélica de que os donos lucrem o máximo que possam. Nada mais justo. A própria Teoria da Decisão, na qual uma bela vertente da estatística se fundamenta, baseia-se em "maximizar a utilidade esperada". Vulgarmente, essa expressão pode ser traduzida como "maximizar meu bem estar". Maquiavelismo aqui pode ser substituído pelo termo marxista, visto que uma outra aplicação dessa ciência (?) é descobrir se medicamentos genéricos são melhores que drogas de afamadas indústrias farmacêuticas, donas de todo o resto de dinheiro do mundo que não está com o aposentado-por-invalidez dono da Microsoft.
Médicos também alegam que ela pode ser utilizada para identificar a influência de certos sintomas em algumas doenças, ou mesmo na severidade dessas enfermidades em um dado paciente-de-laboratório infeliz. Por exemplo, quantos anos um paciente que sofre de alguma letal irá sobreviver? Resposta: não muitos.
Falando em tempo de sobrevivência, lembramos também da Teoria da Confiabilidade. Qual a taxa de falha de um certo sistema? Quanto eu espero gastar com ele em t anos? Quando eu acho que terei que trocar uma peça desse equipamento? Quando eu peço para o estagiário me trazer um café? Meu n é maior que 30?
Não podemos deixar de falar da atuária. Aqui é utilizada uma avançada técnica conhecida como GNA. Nessa aplicação, coloca-se em um computador alguns dados sobre o novo cliente e ele, magicamente, diz quanto o cliente deverá pagar por mês. Por exemplo, se você coloca NOME: Rafael, a taxa triplica. É claro que "magicamente" é apenas uma hipérbole. Isso não é mágica. Como saber quanto um cliente deve pagar? Resposta: GNA (gerador de números aleatórios).
A estatística também pode ser usada para matar nossas curiosidades pessoais. Quantas pessoas viram o último BBB? Quantas pessoas viram meu vídeo no youtube? E meu blog? Nesse último caso, é melhor que não haja uma arma por perto, ao menos quando se trata do autor deste texto. Outras curiosidades como "o que é melhor, "Guaraná Antártica" ou "J.C., Estou Aqui?" também podem ser sanadas.
Como disse o porco do George Orwell (sem ambiguidades, por favor) "todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros". Os estatísticos são iguais aos outros, mas eles tem conhecimento. Assim, Estatística => Conhecimento. Mas Conhecimento => Poder. Logo, "Estatística é Poder." Hahaha, quem me dera...
ps: não esqueçam das pesquisas eleitorais!
domingo, 30 de março de 2008
Quadrinhos
Se você não tem muita paciência/tempo para ler quadrinhos, recomendo o site http://pbfcomics.com/.
Uma tirinha um pouco mais....menos séria:
Também gosto muito da Mafalda.
Há um site que tem milhares de tirinhas da Mafalda, mas não direi aqui que ele é o segundo da busca por "Mafalda" no Google pois, aparentemente, ele é ilegal.
domingo, 23 de março de 2008
Philip Glass
Não gosto muito de música clássica contemporânea. Talvez porque simplesmente não a entenda bem. Em geral, o objetivo da arte contemporânea está na forma como ela é feita, e não no resultado final. Está na inovação que uma nova música carrega, e não em seu conteúdo propriamente dito.
Por exemplo, 4′33″, a talvez mais famosa e controversa obra de John Cage, pode ser interpretada por qualquer um. Trata-se de 4 minutos e 33 segundos de silêncio. Silêncio em termos, o barulho ambiente é permitido (que é a verdadeira música). O vídeo abaixo contém uma interpretação dela. Alguém poderia dizer (e foi minha primeira reação quando a ouvi) "mas qualquer um pode fazer isso". Mas alguém fez? Provavelmente poucos pensaram em algo assim antes de Cage. Estou de acordo que a idéia é interessante, mas ainda assim não consigo vê-la como música. Como arte sim, mas não como música. (Acho que na verdade isso é apenas uma questão de definições, talvez irrelevante).
(Apenas fazendo um parênteses, estava pensando agora o que aconteceria se Monty Phyton tivesse feito uma cena como a do vídeo abaixo, mas antes de Cage compor essa música. Conclui que certamente ele também seria apreciado, mas sob outro aspecto, o que é, no mínimo, interessante: a mesma idéia sendo usada para a arte ou para o humor, dependendo o que surgiu primeiro).
Contudo, há uma excessão com relação a compositores clássicos contemporâneos (ao menos para mim): Philip Glass. Philip Glass é um compositor norte-americano classificado, em geral, como minimalista.
O que é minimalismo em música? Bom, citando a wikipedia, porque tenho um monte de coisa para fazer,
"Na música erudita das últimas três décadas o termo minimalismo foi usado para eventualmente se referir à produção musical que reúne as seguintes características: repetição (frequentemente de pequenos trechos, com pequenas variações através de grandes períodos de tempo) ou estaticidade (na forma de tons executados durante um longo tempo); ritmos quase hipnóticos. É frequentemente associada (e inseparável) da composição na música eletrônica."
Philip Glass compôs a trilha de diversos filmes, como "As Horas", "O Ilusionista", "O Show de Truman" e o documentário "Koyaanisqatsi". Penso que o melhor adjetivo para classificar sua música é hipnótico. Não acho que o youtube seja um bom meio para se conhecer novos compositores, pois o som é terrível e induz uma impressão errada. Mas aqui é o único jeito. O primeiro vídeo abaixo mostra uma parte de sua ópera intitulada "Einstein on the Beach". O segundo é uma parte do documentário "Koyaanisqatsi" (que significa "vida desequilibrada" na língua Hopi). As imagens e a música se casam perfeitamente aqui, e me fazem sentir uma terrível agonia.
Recomendo o genial disco "Passages", de Glass com o citarista indiano Ravi Shankar. Não encontrei no youtube nenhum vídeo que realmente valesse a pena colocar aqui.
No final das contas acabei divagando e quase não falei do Philip Glass. Sugiro aos interessados que descubram mais sobre ele por si próprios.















